Salamanca 21/22 maio - IV ENCONTRO DE REITORES
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Novas tecnologias na Educação Universitária

A irrupção das novas tecnologias na Universidade e no ensino está a mudar os paradigmas da aprendizagem.

• As novas tecnologias desempenham um papel essencial nos processos de ensino-aprendizagem. Permitem uma nova flexibilidade e a capacidade de desdobrar o conhecimento em todo o tipo de dispositivos.

• A educação em regime de e-learning está no auge desde há alguns anos. Licenciaturas, mestrados e especializações online contam cada vez mais com um maior número de alunos, segundo o último relatório “Universitic” da CRUE.

• 76% das universidades espanholas têm canais digitais.



O sistema universitário encontra-se em plena fase de mudança e os estudantes têm de desenvolver as suas aptidões digitais em prol da sua futura empregabilidade e adaptação a um ambiente tecnológico mutável.

As tecnologias móveis adquiriram protagonismo numa aprendizagem online cada vez mais participativa e colaborativa. Computadores de secretária e portáteis abriram caminho para os tablets, telefones e até relógios inteligentes que superam os formatos de texto e dão suporte a uma formação mais tátil e visual, dotada de um crescente volume de apps e recursos educativos para todo o tipo de dispositivos.

As universidades deram um passo mais além dos campus virtuais e reagiram às novas exigências e realidades com um exercício na adaptação dos conteúdos, entre os quais se destaca o desenvolvimento exponencial que, nos últimos anos, alcançou o vídeo com a generalização dos telemóveis.

• Assim, 86% das 61 instituições incluídas no último relatório “Universitic” da Conferência de Reitores das Universidades Espanholas (CRUE) assegura dispor de espaços para a gravação de recursos multimédia,

• outros 76% contam com canais digitais como o Youtube ou o iTunes,

• e 67% cuidam da adaptação aos novos dispositivos.



A formação online tornou-se, progressivamente, mais digital e rica em recursos, de maneira que vídeos, textos, áudios e outras formas de conteúdo, configuram um repertório de materiais complementares e disponíveis em diferentes meios e formatos que incluem, entre outros:

• animações,

• simulações,

• conferências,

• tutoriais,

• diapositivos,

• gravações de áudio,

• mapas ou cronogramas,

• etc.

tal como destaca o último relatório sobre e-learning da Online Business School (OBS).



Ainda assim, falta muito caminho por percorrer. Segundo um inquérito realizado pela agência especializada IPSOS, no qual participaram mais de 9000 universitários de 19 países e que se enquadra nos preparativos do IV Encontro Internacional de Reitores Universia, a grande maioria dos inquiridos opina que a modalidade de ensino futura na qual a universidade deveria apostar é a mista.

Desta investigação, desprende-se que 81% dos estudantes universitários inquiridos está a frequentar os seus estudos numa modalidade exclusivamente presencial, embora cerca de metade optaria por uma modalidade mista caso começasse novamente.



Modelos avançados de Realidade Aumentada e Machine Learning

Após o aparecimento da formação online, surge a Machine Learning (aprendizagem mediante o suporte automático das máquinas). A entrada em cena de robôs, chatbots (programas capazes de simular conversas) e outros engenhos derivados da Inteligência Artificial implicará uma nova transformação da aprendizagem.

Os centros formativos começam a explorar as possibilidades da Realidade Aumentada e da machine learning para melhorar a atenção que os estudantes recebem e atingir uma maior personalização da aprendizagem; por exemplo, suportes digitais para a eliminação das barreiras em todo o tipo de estudos, incluindo os mais técnicos, nos quais laboratórios virtuais e simuladores substituem os espaços físicos tradicionais.

Grandes desafios na Transformação Digital que oferecem múltiplas oportunidades e que serão protagonistas dos próximos anos na Universidade.